Regina Ribeiro transforma movimento em conexão
Artista amplia sua atuação para além dos palcos e cria pontes culturais entre Brasil, Europa e África
Dança é movimento e Regina Ribeiro traduz bem isso. Aos 60+, a bailarina, atriz, jornalista, produtora cultural e empresária vive a fase da carreira, marcada pela expansão internacional e pela criação de projetos que aproximam arte, cultura, empreendedorismo e diferentes países.
Se os palcos foram durante décadas o principal território de sua atuação, hoje Regina amplia esse espaço. Brasil, Itália, Portugal e Nigéria estão entre os países que fazem parte de sua agenda de projetos, intercâmbios e novas parcerias.
Entre os próximos compromissos está o “Euro Brasil – Laços em Movimento” Intercâmbio Cultural, marcado para 17 de setembro, no Restaurante Casa do Ninho, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. A proposta une cultura, networking e negócios em um encontro voltado à criação de conexões entre empreendedores e profissionais interessados em ampliar sua atuação nas relações Brasil–Europa.
A agenda internacional também inclui novas ações entre Brasil e Portugal e uma viagem à Nigéria, onde Regina atua como embaixadora da Goodness Ballet Dance Academy. A proposta é promover intercâmbio de conhecimentos e experiências na dança, fortalecendo a presença brasileira em iniciativas culturais internacionais.
Outro projeto no horizonte é a realização do Troféu Regina Ribeiro em Lisboa, prevista para setembro de 2027. Criada no Brasil pela própria artista, a premiação passa agora a ganhar uma dimensão internacional, reconhecendo profissionais e personalidades de diferentes áreas.
Cultura que cria pontes:
A internacionalização da carreira, entretanto, não é apenas um plano para o futuro. Ela já começou a acontecer.
Somente neste ano, Regina firmou uma parceria de intercâmbio cultural entre Brasil e Itália, com o bailarino Romilton Santana. A programação reuniu apresentações de dança, palestras e gastronomia típica, além da presença do cônsul da Itália e do presidente do Museu da Imagem e do Som (MIS).
Organizada por Alfredo Apicella, a iniciativa também abriu espaço para novos projetos sociais e culturais.
Regina estabeleceu ainda uma parceria com a Academia Cultural de Letras, Arte e Ciências Internacional, com o objetivo de desenvolver iniciativas voltadas à cultura nacional e internacional. A artista também foi homenageada pela instituição.
No Brasil, o reconhecimento acompanha essa nova fase. Em 24 de agosto, Regina recebeu uma homenagem na Sala Cecília Meireles, concedida pelo Instituto Soberana Ordem dos Heróis da Sociedade Nacional e Internacional.
Para a artista, homenagens e parcerias fazem parte de um mesmo movimento: reconhecer trajetórias, fortalecer a cultura e criar novas possibilidades de conexão.
Uma trajetória construída nos palcos:
A capacidade de criar novos caminhos é sustentada por uma carreira construída ao longo de décadas.
Formada pela Escola de Dança Maria Olenewa, Regina foi bailarina principal do Corpo de Baile da Cidade de Niterói e conquistou o primeiro lugar na audição para o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde se destacou em solos e primeiros papéis.
Sua trajetória, porém, nunca ficou restrita à dança.
Formada em teatro pela Escola Leonardo Alves, trabalhou com Bibi Ferreira no espetáculo Bibi In Concert 2, em turnê pelo Brasil. Na televisão, destacou-se como coreógrafa da TV Record e participou do programa Gospel Line, ao lado de Mara Maravilha.
Também participou do curta-metragem Pierrot e Colombina, dirigido pelo cineasta Fernando Félix. Depois de 36 anos de dedicação à dança, Regina decidiu encerrar um ciclo de sua trajetória nos palcos do Theatro Municipal.
O movimento continua:
Entre homenagens, intercâmbios, premiações e novos projetos, Regina Ribeiro vive uma nova etapa sem abandonar aquilo que esteve no centro de sua vida: a dança.
A bailarina que construiu sua carreira nos grandes palcos hoje também circula por salas de aula, projetos culturais, eventos empresariais, iniciativas sociais e encontros internacionais.
Itália, Portugal e Nigéria fazem parte dos novos caminhos que se abrem diante dela. No Brasil, continuam os projetos, as apresentações e as ações de reconhecimento.
Os 36 anos dedicados ao Theatro Municipal, portanto, não aparecem como um ponto final, mas como a base para uma nova fase.
Porque, para Regina, a dança nunca foi apenas movimento do corpo. É movimento de ideias, de pessoas, de culturas e de oportunidades. E é justamente nesse movimento que ela encontra novas formas de criar conexões.
A dança só muda de palco e Regina Ribeiro continua em movimento.
