Estudantes da FAETEC desenvolvem projeto de conscientização sobre a violência contra a mulher
Trabalho apresentado na Semana de Ciência, Cultura e Tecnologia da Escola Técnica Estadual República aborda feminicídio, machismo, prevenção e acolhimento às vítimas.
A violência contra a mulher começa, muitas vezes, antes da primeira agressão física. Reconhecer os sinais, compreender suas diferentes manifestações e saber como acolher quem vive essa realidade são alguns dos objetivos do projeto “As Raízes da Violência contra a Mulher”, desenvolvido por um grupo de estudantes do segundo ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual República, unidade da FAETEC, em Quintino, no Rio de Janeiro.
A iniciativa integrou a XXIV Semana de Ciência, Cultura e Tecnologia (SCCT 2026), evento que reúne projetos desenvolvidos pelos alunos e estimula a pesquisa, a criatividade e o trabalho em equipe. A proposta surgiu durante uma discussão entre os estudantes sobre o tema da feira. A partir desse debate, o grupo decidiu abordar o feminicídio e os fatores sociais e culturais que contribuem para a permanência da violência de gênero.
O projeto procurou ir além das estatísticas, chamando a atenção para o machismo, as ideias preconcebidas e a percepção de superioridade masculina que alimentam relações desiguais. Um dos focos foi a conscientização dos próprios rapazes, incentivando a reflexão sobre comportamentos naturalizados socialmente e a importância de reconhecer e combater atitudes violentas.
A pesquisa também abordou as diferentes formas de violência contra a mulher, incluindo as agressões físicas, a violência sexual, a moral e a patrimonial. A discussão destacou que ameaças, intimidação, constrangimento e outras formas de controle também precisam ser reconhecidos como sinais de alerta. O consentimento e o respeito aos limites individuais fizeram parte da reflexão, assim como a importância de identificar situações de risco antes que elas se agravem.
Outro eixo central foi o acolhimento. Para os estudantes, informar é também oferecer caminhos para que mulheres em situação de violência encontrem apoio. Nesse contexto, a participação de familiares e amigos, a busca por orientação e o conhecimento dos canais de denúncia são fundamentais para romper o isolamento e ampliar as possibilidades de proteção.
Durante a feira, o grupo permaneceu envolvido com a apresentação por um total de 19 horas. A experiência levou os estudantes a transformar a pesquisa em uma oportunidade de diálogo com a comunidade escolar, aproximando um tema de grande relevância social do cotidiano dos jovens.
Ao propor uma reflexão sobre as raízes da violência, o trabalho reforça que a prevenção também depende de mudanças culturais, do questionamento do machismo e da construção de relações baseadas no respeito. A iniciativa demonstra como a escola pode contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com o enfrentamento da violência contra a mulher.
O projeto foi desenvolvido por Lohan Ramos, Yasmin Vitória, Andre Lucca, Tarik Santana, Gustavo Maciel, Ana Clara Gomes, Guilherme Fernandes e Gustavo Lima de Gusmão.
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